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Cirurgia pancreática por via robótica: experiência de um centro de referência.

Autores

Cláudia Fonseca, Rita Lopes, Francisco Lima, João Gonçalves, Sofia Corado, Sofia Carrelha, Ana Marta Nobre, Emanuel Vigia, Hugo Pinto Marques

Resumo Introdução

A cirurgia pancreática constitui uma das vertentes mais complexas da cirurgia abdominal, tanto pela dificuldade técnica inerente como pela elevada taxa de complicações peri operatórias. Atualmente, a utilização de plataformas robóticas permite colmatar algumas limitações das vias de abordagem classicamente utilizadas, em doentes selecionados. Pretende-se avaliar os resultados da Cirurgia Pancreática Robótica (CPR) num centro de elevado volume de cirurgia robótica e cirurgia hepatobiliopancrea.

Resumo Métodos

Realizado um estudo unicêntrico, retrospetivo, incluídos doentes submetidos a Duodenopancreatectomia cefálica (DPC) e Pancreatectomia corpo caudal (PCC) por via robótica de janeiro 2019 a julho 2024.

Resumo Resultados

Foram realizadas 53 CPRs no período de estudo, 8 DPC e 45 PCC, 21 homens e 32 mulheres (58,8±15,3 anos). O tempo operatório médio foi de 283 minutos (PCC: 235 minutos; DPC: 573 minutos), com perdas estimadas de 168±197,9 mL. Foi necessária conversão em laparotomia em 4 doentes (7,5%). O tempo médio de internamento de 9,5 dias. Registaram-se 3 casos de fístula pancreática, sem outras complicações graves e sem casos de mortalidade. Os tumores neuro endócrinos foram o resultado mais frequente (30,2%).

Resumo Discussão

A abordagem robótica é uma alternativa segura e eficaz na cirurgia pancreática. A CPR demonstra bons resultados do ponto de vista técnico e oncológico, associada a reduzidas permanências hospitalares e morbimortalidade comparável com as abordagens aberta e laparoscópica.

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