Cancro da mama em idade jovem: uma década de casuística de um serviço de cirurgia
Autores
Dra. Catarina Assis; Dr. João Fernandes; Dra. Teresa Teixeira; Dr. Arymar Andrade Júnior; Dr. Miguel Morgado; Dr. Miguel Campo; Dra. Zita Seabra; Dr. Luís Ramos
Resumo Introdução
O cancro da mama é a neoplasia maligna mais frequente nas mulheres e uma das principais causas de mortalidade. Embora represente apenas cerca de 5% dos casos, o diagnóstico em mulheres jovens (<40 anos) associa-se a subtipos histológicos mais agressivos, estádios mais avançados e abordagens terapêuticas mais complexas.
Resumo Métodos
Estudo retrospetivo das neoplasias malignas da mama em mulheres jovens (18-40 anos) entre janeiro de 2013 e dezembro de 2023. Foram excluídos casos tratados noutras instituições. Recolheram-se dados relativos à histologia, subtipo molecular, estádio, tratamento cirúrgico e sistémico, realização de testes genéticos e sobrevivência.
Resumo Resultados
Incluidos 56 casos. Idade média: 35,1 anos. O ci net foi o mais frequente, sendo o subtipo molecular mais comum o Luminal B (28%), a maioria em estádio Ia. Foi realizada cirurgia conservadora em 29%; 78% realizaram quimioterapia e 69% iniciaram bloqueio hormonal. Testes genéticos foram efetuados em 61% das doentes, com mutações identificadas em 14%. A taxa de sobrevivência global a 5 anos foi de 80%.
Resumo Discussão
O cancro da mama em mulheres jovens apresenta características próprias com impacto prognóstico relevante. A análise desta população reforça a necessidade de estratégias de diagnóstico, vigilância e tratamento adaptadas. Persistem questões em aberto, desde a eventual ampliação da idade de rastreio, até à identificação precoce de mulheres com risco acrescido, sustentando a importância da abordagem multidisciplinar e personalizada.