Ureterosigmoidostomia como factor de risco para adenocarcinoma
Autores
Diana Stoian, Gonçalo Salgueiro, António Magalhães, Marília Ferreira, Jéssica Ricardo, Hugo Gameiro, José Augusto Martins
Resumo Introdução
A associação entre neoplasia do cólon e anastomose uretero-cólica está documentada na literatura. O risco é significativamente maior (8-7000 vezes maior, consoante a literatura) relativamente à população e a sua prevalência é maior 20-25 anos após a cirurgia. O mecanismo não está bem esclarecido, há várias hipóteses relativamente à relação com o contacto com a urina e o epitélio do tracto gastro intestinal. É uma entidade rara cuja abordagem cirúrgica pode ser desafiante pela distorção anatómica condicionada pela reconstrução pélvica.
Resumo Métodos
Caso clínico.
Resumo Resultados
Homem de 48 anos, com múltiplos antecedentes cirúrgicos, nomeadamente ureterossigmoidostomia à esquerda cerca de 40 anos antes. Apresentou-se com oclusão intestinal - do estudo complementar, identificou-se lesão estenosante do cólon sigmóide. Submetido a sigmoidectomia tipo Hartmann. Pós operatório sem intercorrências. Anatomia patológica confirmou adenocarcinoma - discutido em Consulta de Decisão Terapêutica, com indicação para quimioterapia adjuvante - que está a cumprir.
Resumo Discussão
Segundo literatura, pacientes submetidos a anastomose ureterocólica apresentam um risco significativamente elevado de desenvolver neoplasia colorretal ao longo do tempo, pelo que estes doentes devem ser submetidos a vigilância periódica. Este tipo de derivação urinária caiu em desuso por vários motivos. Ainda assim devemos estar alerta nos doentes que foram submetido a anastomoses ureterocólicas para favorecer o diagnóstico precoce com melhor prognóstico.