XLVI Congresso

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Pneumoperitoneu progressivo - papel no tratamento da hérnia inquino-escrotal gigante

Autores

Marília Ferreira, Gonçalo Salgueiro, António Magalhães, Diana Stoian, Jéssica Ricardo, Hugo Gameiro, José Augusto Martins

Resumo Introdução

A hérnia inguino-escrotal gigante definida na literatura como uma hérnia que ultrapassa o ponto médio da face interna da coxa, em ortostatismo. Além do impacto psicossocial, pode limitar a mobilidade do doente, quer por dor, quer pelo seu volume, condicionando uma morbilidade elevada. A correção cirúrgica contempla vários desafios, nomeadamente o risco de síndrome compartimental abdominal com a sua redução. Nesse contexto, o pneumoperitoneu progressivo é uma ferramenta que pode ser vantajosa como adjuvante da estratégia cirúrgica, garantido uma correção mais segura, com menor tensão e menor morbilidade pós operatória.

Resumo Métodos

Caso clínico.

Resumo Resultados

Homem de 73 anos, sem antecedentes cirúrgicos, que foi encaminhado à consulta de cirurgia geral por hérnia inguino-escrotal com >10 anos de evolução que limitava as atividades de vida diária, não complicada. Realizou estudo imagiológico, que revelou hérnia com colo herniário com 6cm, contendo conteúdo cólico e entérico. Submetido a pneumoperitoneu progressivo, durante 10 dias, com instilação de 9500 mL de ar e correção cirúrgica segundo técnica de Lichtenstein, com redução do conteúdo herniário. Teve alta ao 5º dia pós operatório, não se tendo registado intercorrências. Sem recidiva herniária 8 meses após intervenção.

Resumo Discussão

As hérnias inguino-escrotais gigantes representam um desafio clínico. O pneumoperitoneu progressivo representa uma estratégia complementar da abordagem cirúrgica no sentido de otimizar os resultados e reduzir as complicações.

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