XLVI Congresso

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Diverticulite do cego - diagnóstico diferencial de apendicite aguda

Autores

Jéssica Ricardo, Diana Stoian, Marília Ferreira, António Magalhães, Gonçalo Salgueiro, Andreia Ferreira, José Augusto Martins

Resumo Introdução

A diverticulite do cego é uma causa rara de abdómen agudo. A diverticulose cecal é rara na população ocidental (incidência de 1-2%), sendo mais frequente na população asiática. É frequentemente interpretada como apendicite aguda devido à semelhança da sintomatologia e localização da dor. O seu reconhecimento é essencial para permitir uma abordagem terapêutica adequada.

Resumo Métodos

Apresenta-se o caso de um doente do sexo masculino, de 39 anos, natural de Moçambique, sem antecedentes relevantes, observado no serviço de urgência por dor abdominal localizada na fossa ilíaca direita, com 1 dia de evolução. Ao exame físico, apresentava dor à palpação da fossa ilíaca direita e sinal de Blumberg presente.

Resumo Resultados

Os exames laboratoriais revelaram discreta elevação da PCR. A tomografia computorizada abdominal e pélvica mostrou espessamento parietal do cego com densificação da gordura pericólica e presença vários divertículos, sem sinais de perfuração ou abcesso, compatível com diverticulite do cego não complicada. O doente foi tratado conservadoramente com antibioterapia de largo espectro em ambulatório, com posterior reavaliação em consulta.

Resumo Discussão

A diverticulite do cego é uma entidade rara no mundo ocidental, cuja apresentação clínica mimetiza a apendicite aguda. A TC é o exame de eleição para o diagnóstico diferencial. O reconhecimento precoce da diverticulite do cego permite uma abordagem conservadora eficaz, evitando intervenções cirúrgicas desnecessárias e complicações associadas.

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