XLV Congresso

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O papel do tratamento cirúrgico na rotura esplénica espontânea por malária - Revisão de literatura

Autores

Miguel Machado, Alexandra Babo, Rita Ribeiro Dias, Luis Malheiro, Luis Graça, Silvestre Carneiro

Resumo Introdução

Na malária grave, a rutura espontânea do baço embora rara, pode ser fatal, pelo que o seu diagnóstico atempado e tratamento são essenciais.

Resumo Métodos

Esta revisão sistemática foi realizada segundo as diretrizes PRISMA e através da pesquisa na PubMed entre 2013 e 2023. Foram analisados dados demográficos, métodos de diagnóstico, tratamento e espécime de malária.

Resumo Resultados

Dos 31 artigos, foram incluídos 21 artigos com um total de 22 pacientes, todos homens, com idade média de 35,6 anos. A maioria dos doentes apresentou-se com dor abdominal severa e febre, sendo que 63,6% tinha critérios de choque hemodinâmico. 40% dos diagnósticos foram confirmados por TAC, 20% apenas por ecografia e 5% foram submetidos diretamente a laparotomia exploradora. Das espécies de Plasmodium envolvidas, a mais frequente foi P. vivax (38,1%). 54,5% dos pacientes foram submetidos a esplenectomia de emergência, 31,8% a tratamento conservador com necessidade de esplenectomia posterior e 4,5% a embolização da artéria esplénica. Apenas 9,1% resolveu apenas com tratamento conservador.

Resumo Discussão

A rutura espontânea do baço por malária é uma consequência potencialmente fatal de uma patologia rara pelo que existe pouco grau de evidencia quanto ao seu tratamento. A suspeição clínica desta complicação em pacientes com malária e dor abdominal é de extrema importância. A literatura evidencia insuficiência do tratamento conservador, pelo que deve haver um baixo limiar para realizar esplenectomia neste grupo de pacientes.

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