XLVI Congresso

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Choque Hemorrágico como complicação tardia de ingestão cáustica

Autores

PEDRO LARANJO

Resumo Introdução

O choque hemorrágico pode ter várias origens. Neste caso descrevemos uma situação rara e pouco reportada: uma rutura esplénica após uma endoscopia digestiva alta (EDA), numa doente de 60 anos, 30 dias depois de uma tentativa de suicídio por ingestão de um agente alcalino. Situação que culminou num quadro de choque hemorrágico devido a um hematoma esplénico, confirmado por tomografia computorizada (TC) e no intraoperatório.

Resumo Métodos

Descrever um evento inesperado e potencialmente fatal após ingestão de um agente alcalino forte, ocorrido durante o seguimento endoscópico.

Resumo Resultados

Uma mulher de 60 anos recorreu ao serviço de urgência após ingestão de um líquido fortemente alcalino. EDA inicial: lesões cáusticas grau 3A no esófago e 2B no estômago (classificação de Zargar), com extensa necrose superficial, eritema e friabilidade esofágica; edema e ulcerações gástricas marcadas. Ao dia 30, realizou nova EDA, que não ultrapassou os 25 cm do esófago devido a uma estenose recente e mucosa extremamente friável. Ao longo desse dia desenvolveu sinais progressivos de choque. A TC abdominal revelou hematoma esplénico volumoso. A doente foi submetida a esplenectomia de urgência.

Resumo Discussão

No presente caso, o choque hipovolémico surgiu poucas horas após a EDA. A TC identificou hematoma esplénico e a doente foi submetida de imediato a esplenectomia. Consideramos que a manipulação gástrica durante a EDA foi o fator desencadeante da rutura dos vasos esplénicos e da cápsula.

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