Quais as complicações mais comuns da cirurgia tiroideia e quais os seus fatores de risco? - A experiência de um centro
Autores
Sara Brito, Marta Carvalho, Joana Antunes, Joana Magalhães, Florinda Cardoso, Alexandre Alves, Teresa Santos, Mário Nora
Resumo Introdução
A patologia tiroideia é muito prevalente, sendo o seu tratamento muitas vezes cirúrgico. Consequentemente, a cirurgia tiroideia é uma das mais realizadas a nível hospitalar, tornando-se relevante avaliar as suas principais indicações, as taxas e os tipos de complicações associadas, e os principais fatores de riscos associados.
Resumo Métodos
Foi feita uma avaliação retrospetiva dos doentes submetidos a cirurgia tiroideia eletiva desde 1 de janeiro de 2020 até 31 de dezembro de 2024 na nossa ULS, por análise informática dos processos clínicos. Os dados colhidos e a análise estatística estão ilustrados na figura 1.
Resumo Resultados
O estudo inclui 649 doentes, cujas características estão representadas na tabela 1. Ocorreram complicações num total de 185 doentes (28.5%), sendo 96.8% complicações minor (Clavien Dindo 1-2). As complicações mais comuns foram a hipocalcemia (11.7%) e a disfonia transitórias (9.1%). Apenas 29.2% das complicações foram definitivas. A tiroidectomia total foi o procedimento com maior taxa de complicações (52.9%). A patologia maligna, lobos com volume > 60 cm3, a exérese intra-operatória de paratiróides e as tiroidectomias totais associaram-se a um maior risco de complicações (p<0.05).
Resumo Discussão
A cirurgia tiroideia não é isenta de complicações, mas a maioria das complicações são minor. Dentro da cirurgia tiroideia, a patologia maligna, lobos com volume > 60 cm3, a exérese intra-operatória de paratiróides e as tiroidectomias totais associam-se a um aumento do risco de complicações.