XLVI Congresso

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Quistos esplénicos primários: opções terapêuticas e outcomes

Autores

Tiago Antunes, Maria João Amaral, Marco Serôdio, João Almeida, Catarina Melo e José Guilherme Tralhão

Resumo Introdução

Os quistos esplénicos primários são entidades raras, muitas vezes diagnosticadas de forma incidental. Não existem consensos relativos ao melhor tratamento e, por isso, a abordagem terapêutica permanece controversa.

Resumo Métodos

Caso 1: Homem de 24 anos, praticante de artes marciais e sem antecedentes patológicos. Assintomático. Realizou TC abdominal noutro contexto que mostrou uma formação quística com 10,8×10,6×10,3cm, com raras calcificações, ocupando grande parte do baço. Foi submetido a esplenectomia total laparoscópica. O pós-operatório decorreu sem intercorrências e o EAP mostrou um quisto mesotelial esplénico.

Resumo Resultados

Caso 2: Mulher de 22 anos com queixas de dispepsia e saciedade precoce. Sem antecedentes patológicos. Do estudo complementar realizado, RM abdominal com formação quística esplénica com 12,0×11,0×13,8cm de conteúdo hiperintenso em T1. Foi submetida a fenestração e excisão da cúpula saliente. O pós-operatório decorreu sem intercorrências. Em consulta de seguimento, encontrava-se assintomática. O EAP revelou um quisto mesotelial esplénico.

Resumo Discussão

Quistos pequenos e assintomáticos podem ser apenas vigiados, enquanto que lesões volumosas, sintomáticas ou com características suspeitas justificam cirurgia. As opções cirúrgicas variam, existindo cada vez mais uma maior tendência para a preservação do órgão, sobretudo em doentes jovens, com o objetivo de manter a função imunológica e reduzir o risco de infeções por microrganismos encapsulados.

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