Cinco Anos de Reconstrução Imediata Mamária: Desafios, Resultados e Complicações
Autores
Maria Manuel Iglésias, Inês Rosário, Catarina Henriques, Sara Cunha, Catarina Osório, Mariana Santos, Florinda Cardoso, Teresa Santos, Mário Nora
Resumo Introdução
Apesar da evolução cada vez mais conservadora da cirurgia no cancro da mama, a mastectomia continua a ser uma intervenção necessária em muitos casos. A reconstrução mamária imediata desempenha um papel fundamental na mitigação do impacto psicológico da perda mamária, ajudando a preservar a autoimagem da mulher.
Resumo Métodos
Estudo retrospetivo de doentes submetidos a mastectomia com reconstrução imediata heteróloga de 2019 a 2023, avaliando técnica e complicações.
Resumo Resultados
Incluídas 49 doentes (24% todas as mastectomias), a maioria submetida a mastectomia poupadora de mamilo (55,1%) com prótese pré-peitoral (59,2%), de poliuretano (93,9%) e anatómica (95,9%).A morbilidade global foi de 36,7%, contudo só 12,2% sofreram perda de prótese. 22,4% das doentes necessitou de procedimento adjuvante, sendo o mais frequente a simetrização (20,4%).
Resumo Discussão
Neste centro, a realização de mastectomias com reconstrução imediata tem aumentado, mas é inferior ao pretendido (40% segundo a EUSOMA). A taxa de complicações foi superior à da literatura (36,7% vs 32,7%) mas houve menos reintervenções com perda da prótese (12,2% vs 19,3%). A taxa de necrose do CAM é sobreponível à literatura (10,2% vs 2,9-15%) mas inferior na necrose da pele (6,1% vs 10-48%). Assim, a reconstrução mamária é um elemento fulcral no tratamento oncológico da mama, permitindo amenizar o impacto psicológico da mastectomia. Apesar do aumento recente, a taxa de reconstrução imediata está aquém do número pretendido, como corroborado neste estudo.