XLVI Congresso

Consulta de Trabalho
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Derivação biliodigestiva como solução na coledocolitíase recorrente com colangites de repetição

Autores

Catarina Morgado, Martim Porto, Mónica Laureano, Ricardo Martins, Miguel Coelho dos Santos

Resumo Introdução

A coledocolitíase após colecistectomia, apesar de pouco comum, encontra-se associada a uma dilatação da via biliar principal e a um maior risco de colangites de repetição. Em casos refratários à terapêutica endoscópica, a abordagem cirúrgica constitui uma opção terapêutica. Objetivo: Apresenta-se o caso de uma doente com coledocolitíase residual e dilatação da via biliar principal, com múltiplas colangites, submetida a derivação biliodigestiva.

Resumo Métodos

Doente sexo feminino, 80 anos, colecistectomizada, com episódios posteriores de colangite, submetida a CPRE com colocação de duas próteses plásticas, sem possibilidade de coledocolitotomia. Imagiologicamente apresentava colédoco de 30 mm com vários cálculos, o maior com 40 mm. Após discussão em reunião multidisciplinar, a doente foi submetida a resseção da via biliar principal, remoção das próteses e hepaticojejunostomia com ansa em Y-de-Roux.

Resumo Resultados

Cumpriu antibioterapia dirigida no pós-operatório, com boa evolução clínica e alta hospitalar ao 7º dia.

Resumo Discussão

A presença de cálculos volumosos, associada à dilatação marcada da via biliar, aumenta o risco de colangites de repetição. As técnicas endoscópicas são a opção terapêutica de 1ª linha porém, em caso de falência, a derivação biliodigestiva permanece como uma opção para tratamento definitivo. Conclusão: A derivação biliodigestiva é uma intervenção cirúrgica complexa, mas de elevada eficácia para coledocolitíase recorrente refratária à terapêutica endoscópica.

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