Fístula enteroatmosférica - um verdadeiro desafio cirúrgico
Autores
Patrícia Bernardo, Frederico Nazareth, Miguel Passos Coelho, Sofia Gaspar Reis, Sara Patrocínio, Hélder Além, Zara Caetano
Resumo Introdução
A fístula entero-atmosférica (FEA) é uma das complicações cirúrgicas mais preocupantes. A detecção e abordagem terapêutica precoces são fundamentais para minimizar o impacto na qualidade de vida dos doentes.
Resumo Métodos
Sexo feminino, 78 anos de idade. Antecedentes pessoais de adenocarcinoma do recto, submetida a terapêutica neoadjuvante e ressecção anterior do recto com ileostomia de protecção. Evolução favorável com proposta posterior para restabelecimento da continuidade intestinal. Ao 5º dia de pós-operatório verifica-se deiscência da anastomose com necessidade de re-intervenção cirúrgica. Feita nova anastomose com nova deiscência e re-intervenção com nova ileostomia. Posteriormente, recorre ao serviço de urgência por pneumoperitoneu, sendo submetida a laparotomia exploradora com identificação de perfuração na proximidade da anastomose prévia. No pós-operatório precoce verificou-se fístula de alto débito, resultando num síndrome do intestino curto funcional.
Resumo Resultados
Após estabilização do ponto de vista nutricional, a doente foi novamente proposta para cirurgia (encerramento da fístula). O pós-operatório decorreu sem intercorrências de relevo, com recuperação progressiva, quer do ponto de vista nutricional, quer de reabilitação motora, tendo tido alta para hospitalização domiciliária após 120 dias de internamento.
Resumo Discussão
As fístulas entero-atmosféricas constituem um verdadeiro desafio cirúrgico. Estão associadas a elevadas taxas de morbimortalidade.