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GIST e outros tumores gástricos mesenquimatosos benignos: a experiência de 15 anos de um hospital

Autores

Bárbara Santos, Catarina Santos, Beatriz Dias, Pedro Almeida, Beatriz Mendes, Miguel Cunha, Antonio Rivero, Edgar Amorim, Daniel Cartucho, Mahomede Americano

Resumo Introdução

Tumores gástricos mesenquimatosos (TGM) são raros, representando ~1% dos tumores gástricos. Pela variabilidade anatómica, o tipo de ressecção gástrica ainda não é padronizado. Em 2024, Morales Conde et al propôs nova classificação para sistematizar tamanho, localização e abordagem cirúrgica minimamente invasiva (CMI). Objetivo: Caracterizar doentes operados a TGM segundo esta classificação.

Resumo Métodos

Estudo retrospetivo unicêntrico (01/2009-05/2024). Critérios inclusão: cirurgia eletiva por TGM segundo classificação referida. Avaliadas variáveis demográficas e clínicas, comparação entre cirurgia aberta (CA) e CMI, utilizando testes Mann-Whitney U, Qui-quadrado e ANOVA.

Resumo Resultados

Dos 29 doentes submetidos a cirurgia por TGM, 20 cumpriam os critérios de inclusão. Dos 29 doentes 20 cumpriam os critérios de inclusão. A maioria GIST (80%), idade média 62,3 anos (± 16.8), igual entre sexos. Localização: 5 doentes em A-I, 5 em B-Ia, 5 em B-Ib e os restantes 5 em B-II. Sem diferença estatística nas variáveis analisadas. Gastrectomia atípica foi a mais comum (80%). CMI em 60% dos casos (75% com EDA intraoperatória e 17% por porta única). R0 = 100%. Internamento médio: 8,9 dias (±13), menor na CMI (p<0,05). Complicações pós-operatórias: 15% (todas em CA, p=1). Sobrevivência=100%. Seguimento médio 79,8 meses (±44.5), sem recidivas.

Resumo Discussão

O estudo destaca a importância da atualização contínua e revisão de casuística para otimização progressiva dos cuidados, com destaque para CMI dos TGM.

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