Tumor Neuroendócrino do Apêndice: Um Achado Incidental com Implicações Clínicas
Autores
Tiago Tavares, Jerónimo Domingos; António Duarte; João Carapinha; Laura Gomes; Joana Seabra; Artur Rocha; Luís Cortez; Rosário Eusébio
Resumo Introdução
Os tumores do apêndice são neoplasias pouco frequentes, representando cerca de 2% das apendicectomias. O diagnóstico é habitualmente incidental e apenas confirmado por exame histopatológico. O tratamento varia conforme a histologia e o estadiamento. Entre estas neoplasias, os tumores neuroendócrinos (TNE) são os mais comuns, constituídos por células enterocromafins produtoras de serotonina. Embora possam ocorrer em todo o tubo digestivo, o apêndice representa o terceiro local mais frequente, após o intestino delgado e o reto.
Resumo Métodos
Análise retrospetiva dos dados clínicos, laboratoriais e imagiológicos de um doente observado em contexto de urgência.
Resumo Resultados
Homem de 26 anos, sem antecedentes relevantes, recorreu ao Serviço de Urgência por dor abdominal tipo cólica nos quadrantes inferiores, com 48 horas de evolução, associada a náuseas e vómitos. Analiticamente apresentava leucocitose (15,5x10?/L) e PCR de 7,14 mg/dL. A TC abdominal evidenciou espessamento do cego sugestivo de apendicite aguda. O doente foi submetido a apendicectomia. O exame histológico revelou TNE localizado na ponta do apêndice, medindo 4 mm, com Ki-67 de 2%.
Resumo Discussão
Os TNE do apêndice são frequentemente achados incidentais, sendo a avaliação histopatológica fundamental para a classificação e definição terapêutica. O correto estadiamento orienta a conduta cirúrgica e influencia o prognóstico. Este caso sublinha a importância do diagnóstico histológico e da abordagem multidisciplinar para um seguimento adequado e personalizado.