Da Apendicite ao Diagnóstico: Tumor Neuroendócrino do Apêndice - Relato de Caso
Autores
Coelho, S.M.; Carrasco, N.; Ruivo, R.; Escosteguy, J.; Albuquerque S.P.; Martins, M.F.; Paixão, V.; Duro, E.
Resumo Introdução
s neoplasias do apêndice detetam-se em cerca de 1% das apendicectomias, sendo os tumores neuroendócrinos (TNEs) os mais comuns (30?80%). Originam-se, principalmente, em células enterocromafins produtoras de serotonina e têm uma evolução geralmente benigna, sendo mais frequentes em crianças. Cerca de 70% localizam-se na ponta do apêndice, tornando-os frequentemente achados incidentais, enquadrados num contexto de apendicite aguda.
Resumo Métodos
Mulher, 53 anos, admitida no SU por quadro de dor abdominal nos quadrantes inferiores com agravamento progressivo. À palpação, dor com defesa na fossa ilíaca direita; tinha elevação dos parâmetros inflamatórios. A TC descrevia apendicite aguda complicada, com coleção peri-apendicular. Foi submetida a apendicectomia, conversão de laparoscopia, constatando-se Apendicite Aguda Gangrenada, com abcesso peri-apendicular.
Resumo Resultados
A cirurgia e o internamento pós-operatório decorreram sem intercorrências. O resultado anatomopatológico foi Neoplasia Neuroendócrina do Apêndice pT3 Nx Mx. Realizou TC de estadiamento que não evidenciou metastização. Foi discutida em Consulta de Decisão Terapêutica.
Resumo Discussão
Cerca de 90% dos TNE apendiculares diagnosticam-se em estadio inicial, sendo adequadamente tratados com apendicectomia. Na presença de fatores de alto risco, está indicada a hemicolectomia direita.