LINFOMA PRIMÁRIO DO INTESTINO DELGADO - UMA CAUSA RARA DE CLÍNICA OCLUSIVA
Autores
Tatiana Brito Neves 1, Francisca Vilão 2, João Correia 2, Rui Martins 2 1- Serviço de Cirurgia Geral da ULS Castelo Branco 2- Serviço de Cirurgia Geral do Instituto Português de Oncologia de Coimbra
Resumo Introdução
As neoplasias do intestino delgado representam 1-5% das neoplasias gastrointestinais. Apesar de ser a localização mais comum de doença extra-nodal, os linfomas primários são raros. Com maior incidência na 6ª década de vida e predomínio no sexo masculino, caracterizam-se pela ausência de sintomatologia e achados imagiológicos inespecíficos, constituindo um desafio diagnóstico.
Resumo Métodos
Descrição de caso.
Resumo Resultados
Mulher de 79 anos encaminhada à consulta por oclusões intestinais frequentes e anemia. Realizado estudo endoscópico alto e baixo normal e estudo imagiológico identificando uma massa vegetante numa ansa intestinal, com 5x7.5cm, condicionando obstrução parcial e dilatação das ansas a montante, bem como uma formação nodular em S5/S6, com retração capsular hepática. Foi submetida a resseção segmentar de ileon e biópsia hepática, sem intercorrências, com alta ao 4º dia. A anatomia patológica revelou um linfoma B de grandes células, fenótipo de centro germinativo e um hemangioma hepático.
Resumo Discussão
Os linfomas primários do intestino delgado constituem uma entidade rara (1-4% das neoplasias intestinais) e de difícil diagnóstico pela sua inespecificidade clínica e imagiológica. O presente caso adquire maior relevo pela ocorrência num perfil epidemiológico incomum (sexo feminino e idade avançada). Apesar de raro, deve ser considerado diagnóstico diferencial importante nas neoplasias do intestino delgado, pela sua relevância prognóstica e terapêutica.