XLVI Congresso

Consulta de Trabalho
Comunicação Oral

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O efeito robótico na cirurgia hepática complexa

Autores

Pedro Custódio, Francisco Lima, Nádia Silva, Mafalda Sobral, Sílvia Silva, Sofia Carrelha, Jorge Lamelas, Raquel Mega, João Santos Coelho, Hugo Pinto Marques

Resumo Introdução

A classificação IWATE divide as ressecções hepáticas laparoscópicas (RL) e robóticas (RR) em quatro categorias de crescente complexidade cirúrgica: "Baixo" (1-3), "Intermédio" (4-6), "Avançado" (7-9) e "Expert" (10-12)

Resumo Métodos

Os autores apresentam um estudo retrospetivo de dados colhidos prospectivamente de doentes submetidos a ressecção hepática por via minimamente invasiva (VMI) com IWATE>6, entre 2010 e 2024. A análise estatística foi realizada em SPSS.

Resumo Resultados

Das 781 cirurgias hepáticas realizadas por VMI, 293 preencheram os critérios de inclusão. As RR (n=228), quando comparadas às RL (n=65), apresentaram um IWATE mediano superior (10 vs 9, p<0,001). Não se verificou diferença quanto à taxa de conversão (p=0,67), tempo de internamento (p=0,69), complicações major, (p=0,11) ou mortalidade pós-operatória (p=0,22) entre RR e RL. O colangiocarcinoma peri-hilar foi exclusivamente abordado com recurso ao robot (n=22). Na análise do sub-grupo robótico, entre RR nível "Avançado" (n=108) e "Expert" (n=120), apesar do aumento do tempo operatório (p<0,001), perdas hemáticas (p<0,001) e taxa da conversão (p=0,05), não houve diferença no tempo de internamento (p=0,149), taxa de R1 (p=0,21) ou complicações major (p=0,32).

Resumo Discussão

A plataforma robótica possibilita realizar cirurgia mais complexa por VMI de forma segura. A nossa série confirma o já descrito "efeito robótico", ao mostrar que a plataforma robótica permite mitigar o aumento das complicações associado à crescente complexidade cirúrgica.

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