Adenomas hepatocelulares - análise descritiva e risco de malignização
Autores
Pedro Custódio, Nádia Silva, Mafalda Sobral, Sílvia Silva, Sofia Carrelha, Jorge Lamelas, Raquel Mega, João Santos Coelho, Hugo Pinto Marques
Resumo Introdução
Estima-se que o risco de transformação maligna do adenoma hepatocelular (AHC) em carcinoma hepatocelular (CHC) seja de 8%. Contudo, não existe ainda um método diagnóstico fiável que permita estratificar este risco.
Resumo Métodos
Os autores apresentam uma análise retrospetiva, realizada em SPSS, de doentes submetidos a resseção hepática por AHC entre 2014 e 2024. Foram incluídos doentes com suspeita de CHC cujo exame histológico revelou tratar-se de AHC, bem como doentes com AHC que sofreram transformação maligna.
Resumo Resultados
No período do estudo, 88 doentes cumpriam os critérios de inclusão. Destes, 76 (86%) apresentavam AHC e 12 (14%) CHC. O sexo masculino (p=0,01), hábitos alcoólicos (p=0,03), lesões >5 cm (p=0,03) e lesões com realce arterial (p=0,01) associaram-se a CHC. O consumo de esteroides, antecedentes de diabetes mellitus (p=0,68), MODY-3 (p=0,67) ou obesidade (p=0,17) não demonstraram diferenças entre os grupos. A presença de gordura intralesional (p=0,68), heterogeneidade de sinal (p=0,398), ausência de cicatriz central (p=0,38) ou a presença de componente líquido hiperintenso em T2 (p=0,17) foi semelhante entre os grupos.
Resumo Discussão
Lesões malignas podem manifestar um comportamento clínico e imagiológico semelhante ao adenoma, pelo que o limiar de ressecabilidade deve permanecer baixo perante fatores de risco ou dúvida diagnóstica.