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Cirurgia Robótica da Unidade de Parede Abdominal: experiência do primeiro ano

Autores

Filipa Rato, Mariana Duque, Catarina Melo, André Oliva, José Guilherme Tralhão

Resumo Introdução

A cirurgia robótica oferece novas possibilidades na reparação de hérnias da parede abdominal. Apresenta uma melhor visualização e ergonomia cirúrgica com maior exatidão, precisão e amplitude de movimentos.

Resumo Métodos

Estudo retrospetivo do 1º ano de cirurgia robótica da unidade de parede abdominal. Analisou-se todos os doentes operados por via roboótica de Novembro de 2024 a Novembro de 2025.

Resumo Resultados

No período em análise, foram tratados por via robótica, 44 doentes (51,1% do sexo masculino; idade média de 62,8 anos). A hérnia incisional foi o diagnóstico mais prevalente (59,1%), seguida pela hérnia inguinal recidivada (22,8%). A técnica de hernioplastia incisional mais utilizada foi o rTARM (53,8%). Foram realizados 5 TAR robóticos. Foram utilizadas técnicas adjuvantes em 7,4% dos casos de hernioplastia incisional. A taxa de conversão foi 0%. O tempo médio de procedimento foi de 94 e 149 minutos e duração mediana do internamento foi 1 e 2 dias, respetivamente para hernioplastia inguinal e incisional. A taxa global de mortalidade e complicações major a 30 dias foi de 0% nos dois grupos e minor (Clavien-Dindo I e II) foi de 29,4% e 15,4% respetivamente para hernioplastia inguinal e incisional. O tempo médio de follow-up foi de 3,7 e 5,2 meses para hernioplastia inguinal e incisional, respetivamente.

Resumo Discussão

A experiência do 1º ano de cirurgia robótica mostrou-se encorajadora, sem mortalidade, baixa morbilidade e reduzido tempo de internamento. Os resultados encontram-se em linha a literatura.

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