Abordagem cirúrgica de hidatidose hepática: experiência de 10 anos
Autores
Bruna Roberta Santos, Ana Logrado, Maria João Ferreira, Joana Romano, Débora Aveiro, Carlos Daniel, Jorge Pereira - Serviço de Cirurgia Geral da ULS Viseu Dão-Lafões
Resumo Introdução
A hidatidose é uma zoonose causada pelo parasita Echinococcus, constituindo um problema de saúde publica. O Equinococcus granularis é o subtipo mais frequente condicionando lesões quísticas cuja principal localização é o fígado. Portugal apresenta uma incidência de cerca de 2,2 casos/100000 habitantes.
Resumo Métodos
Estudo de todos os doentes com hidatidose hepática submetidos a tratamento cirúrgico, na nossa instituição, em 10 anos e 10 meses.
Resumo Resultados
No período de estudo, 22 doentes, com idades compreendidas entre 25 e 85 anos, foram submetidos a tratamento cirúrgico. Todos os doentes realizaram ecografia abdominal e TC para diagnóstico e caracterização das lesões. O tamanho médio dos quistos foi de 5,4cm ± 2,6cm. Somente 5 doentes apresentaram serologia positiva. No que diz respeito à abordagem cirúrgica, 9 doentes foram submetidos a cirurgia minimamente invasiva. Os procedimentos mais prevalentes foram a periquistectomia (12) e PAIR com destelhamento (9). Dois doentes complicaram com fistula biliar pós-operatória. Todos os doentes mantiveram seguimento com ecografia abdominal aos 6 meses pós-operatório, sendo que 5 doentes, necessitaram de realizar TC que apenas confirmou recidiva em 1 caso.
Resumo Discussão
Existem múltiplas modalidades terapêuticas para a abordagem da hidatidose hepática. O tratamento cirúrgico é o gold standard para lesões ativas. A abordagem híbrida com PAIR e destelhamento laparoscópico (cirurgia conservadora) pode conduzir a bons resultados, sem a morbilidade de uma ressecção hepática.