Colecistectomia Laparoscópica em regime de ambulatório - a realidade do nosso serviço
Autores
Margarida Dupont; Daniela Martins, Pedro Costa, Nádia Tenreiro; Lúcia Marinho; João Pinto-de-Sousa.
Resumo Introdução
A colecistectomia laparoscópica (CL) é considerada o gold sandard na colelitíase sintomática. O objetivo foi descrever a população de doentes submetidos a CL em ambulatório.
Resumo Métodos
Foram identificados os doentes submetidos a CL por litíase vesicular em regime ambulatório entre janeiro de 2021 e dezembro de 2022 e identificadas características como sexo, idade, comorbilidades, indicação cirúrgica, técnica cirúrgica e avaliação pós-operatória. 322 doentes foram incluídos. Excluídos 20 doentes por apresentarem apenas pólipos
Resumo Resultados
A mediana de idades foi de 54 anos e 73,5% (222) eram do sexo feminino. A classe ASA mais prevalente foi ASA 2 (75%). A comorbilidade mais prevalente a foi dislipidemia 36,4% (110) e 12,6% (38) apresentavam cirurgias abdominais prévias. A maioria dos doentes 79,8% (241) apresentava litíase vesicular sintomática. 13,6% (41) dos doentes tinham história de litíase vesicular complicada Quanto à cirurgia, registou-se predominância da via de 4 portas em 76,8% (232) dos casos e houve necessidade de conversão em 2 doentes (0,7%). Registaram-se complicações major em 1% (3) dos casos e a mortalidade foi de 0%.
Resumo Discussão
A CL em regime ambulatório demonstrou ser segura e eficaz para o tratamento de litíase vesicular. A maioria dos pacientes apresentava litíase vesicular sintomática, e a técnica cirúrgica de 4 portas foi predominante. Os resultados cirúrgicos foram positivos, com taxa de conversão de 0.7% e 1% apresentando complicações major.