Paniculectomia: fazer ou não fazer, eis a questão!
Autores
Diogo Melo Pinto, catarina Guimarães, Daniela Tavares, Pedro Saraiva, Joana Correia
Resumo Introdução
A paniculectomia síncrona com a reconstrução da parede abdominal permite a excisão de pele redundante com aumento da satisfação dos doentes, no entanto não é isenta de morbilidade.
Resumo Métodos
Foram revistos, retrospectivamente, todos os doentes submetidos a cirurgias limpas de reconstrução da parede abdominal pelas de técnicas de Rives-Stoppa-Wantz (RSW) e separação de componentes anterior posterior (libertação do músculo transverso - TAR) entre janeiro de 2021 e junho de 2024. Foram comparados os resultados das cirurgias síncronas às cirurgias sem paniculectomia.
Resumo Resultados
Identificados 48 doentes, 51% mulheres, com predomínio de diabetes (31%) e obesidade (mediana IMC 30.2 [18-41]). A maioria das hérnias são W2 (58,3%) e W3(39,6%) com 45,8% de hérnias recidivadas com próteses e 16,7% com perda de domínio. Mais de 90% foram submetidas a correções RSW ou TAR. Em 52,1% foram utilizadas técnicas de paniculectomia e em 18,8% a confecção de um neo-umbigo. A incidência de SSO e SSOPI não se revelou aumentada, de forma estatisticamente significativa, quando comparados os grupos, apesar de existir uma tendência numérica (33.3% vs. 0%; p=0.6 e 25%vs.2.9%; p=0.08). Não há recidivas.
Resumo Discussão
Esta cirurgia síncrona não tem comprometido um aumento da morbilidade da ferida e um impacto na recorrência das hérnias. No entanto, será necessário uma re-avaliação futura para verificar se o resultado se mantém.