Desvendando a Apendicite num Hospital Periférico
Autores
Susana Paulo Albuquerque; Escosteguy, J.; Ruivo, R.; Girão,M.C.; Carrasco, N.; Duro, E.
Resumo Introdução
A apendicite é uma patologia comum com desafios persistentes.
Resumo Métodos
Estudo retrospetivo de 276 casos de apendicite (2019-2023). Analisou-se a demografia, marcadores inflamatórios (MI), gravidade, imagiologia, abordagem cirúrgica (AC), tempo operatório (TO), antibioterapia (AB), histórico de cirurgia abdominal, comorbilidades, morbilidade Clavien-Dindo (CD) e mortalidade. Análise estatística incluiu ANOVA, qui-quadrado e teste t.
Resumo Resultados
Idade entre 8 e 88 anos, sendo a maioria masculina. A apendicite fleimonosa foi a mais comum. Observou-se correlação significativa (p<0,001) entre gravidade e MI (PCR, leucócitos, neutrófilos). A utilização de TC está associada a PCR mais elevada (p<0,001). As cirurgias abdominais prévias não tiveram impacto significativo na gravidade (p=0,073). As comorbilidades foram significativamente associadas a maior gravidade (p<0,05). A maioria não necessitou de AB. O TO aumentou com a gravidade. A AC laparoscópica superou a convencional a partir de 2021. A maioria não apresentou complicações (CD 0). A mortalidade foi 0,36%.
Resumo Discussão
A correlação entre MI elevados e gravidade sugere a sua importância na avaliação e previsão de complexidade. A associação entre uso de TC e níveis mais elevados de PCR sugere a sua importância em casos complexos. O aumento do TO com a progressão/gravidade da doença destaca a importância do diagnóstico precoce. A associação entre comorbilidades e gravidade sugere maior cautela nestes doentes. A AC tendeu para laparoscópica ao longo dos ano.