XLV Congresso

Consulta de Trabalho
Comunicação Oral

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Influência da técnica cirúrgica no desenvolvimento de estenoses biliares anastomóticas após transplante hepático

Autores

Mariana Lemos; Mariana Duque; Júlio Constantino; Pedro Oliveira; Emanuel Furtado; Dulce Diogo; José Guilherme Tralhão

Resumo Introdução

As estenoses da via biliar são uma complicação frequente após TH, resultando no aumento da morbimortalidade. Perante elevada taxa de estenose anastomótica (EA) na unidade, decidiu-se alterar a técnica operatória da anastomose biliar

Resumo Métodos

Foram realizados 115TH entre 1/1/2023 e 31/5/2024. Foram excluídos os doentes submetidos a derivação biliodigestiva, os doentes com anastomose realizada sobre dreno de Kehr e aqueles cujo enxerto não foi submetido a perfusão oxigenada hipotérmica (HOPE)

Resumo Resultados

Foram incluídos 58 doentes elegíveis, sendo que 83% dos doentes eram do sexo masculino, com idade 58±9 anos. Foram considerados 2 grupos consoante a técnica de anastomose biliar realizada -no grupo 1 realizada anastomose com sutura contínua e no grupo 2 realizada anastomose com técnica mista (contínua na face posterior e pontos separados na face anterior). Definiram-se como EA aquelas que surgem exclusivamente no local da anastomose e com extensão<5mm. A incidência de EBA foi superior no G1(32,1%) do que no G2(10%), sendo estatisticamente significativa a diferença quanto a EA(p=0,03) mas não de fístula biliar(p=0.96). O tempo de confeção da anastomose no G2(22±8min) foi superior ao do G1(13±7min). O tempo mediano de follow-up no G1 foi 16,5meses e de 8meses no G2

Resumo Discussão

Os resultados apresentados apontam para um benefício da técnica mista. Apresenta a desvantagem do aumento no tempo de cirurgia. Futuramente, uma amostra mais robusta e com maior tempo de follow-up é necessária para validar estes resultados

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