TAR em Foco - experiência de centro terciário
Autores
Ana Oliveira, Inês Leite de Faria-Teixeira, Rita Ribeiro Dias, José Pedro Vieira de Sousa, Elisabete do Vale Campos, Telma Fonseca, Eva Barbosa, Silvestre Carneiro
Resumo Introdução
Diversas técnicas reconstrutivas são usadas para tratar hérnias abdominais complexas. Algumas podem não alcançar resultados ideais. A separação de componentes posterior com libertação do músculo transverso abdominal (TAR) é essencial para uma reconstrução funcional e duradoura em casos de hérnias ventrais complexas.
Resumo Métodos
Em estudo retrospetivo (abril/2021-julho/2024), analisou-se as cirurgias TAR e morbilidade associada.
Resumo Resultados
Das 240 hérnias complexas, 75 foram tratadas com TAR. A amostra incluiu 42 mulheres e 33 homens, com idade mediana de 66 anos. 55% dos doentes apresentavam fatores de risco pré-operatório. O CeDAR mediano foi de 29% (mín. 6%; máx. 77%). O diâmetro dos defeitos herniários apresentou uma mediana de 10 cm. 38 pacientes receberam toxina botulínica antes da cirurgia e 5 realizaram pneumoperitoneu progressivo. O tempo cirúrgico variou de 105 a 385 minutos. Redes de polipropileno macroporosas de 48g/m² foram utilizadas em todos os casos, com drenagem apenas subcutânea em 52 pacientes. A terapia de pressão negativa incisional fechada foi aplicada em 89% dos pacientes. Complicações ocorreram em 26 pacientes (35%), na maioria Clavien-Dindo I e II, mas nenhum hematoma retromuscular. Após 18 meses de follow-up, sem recidiva das hérnias efetivamente tratadas.
Resumo Discussão
Este estudo, com uma amostra significativa, comprova a segurança do TAR, consolidando-o como técnica fundamental na reconstrução funcional de hérnias complexas. A ausência de drenagem retromuscular demonstrou ser segura.