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Diverticulite aguda não complicada - predição de hospitalização

Autores

Filipa Fonseca (co-first author), Rodrigo Antunes (co-first author), Luís Silva, José Maria Moreira, Susana Ourô

Resumo Introdução

A diverticulite não complicada é uma condição comum que pode afetar significativamente a qualidade de vida. Apesar de recomendações de guidelines para a sua gestão em ambulatório, até 1/3 ainda resulta em internamento. Objetivo: Desenvolver modelos preditivos de regime de internamento na diverticulite não complicada.

Resumo Métodos

Estudo multicêntrico, observacional, retrospectivo, envolvendo doentes com diverticulite não complicada em 2 instituições portuguesas entre 2017 e 2021. Desenvolvemos modelos de machine-learning para predição de regime de internamento.

Resumo Resultados

Incluídos 688 doentes, dos quais 36% foram internados. Testámos 3 abordagens, 5 cenários e 5 modelos, perfazendo 75 modelos. O melhor alcançou: accuracy 85%, precision 81%, recall 100%, F1-score 89%. Segundo o modelo SHAP, os leucócitos e a idade foram as variáveis mais influentes para a predição de internamento. Os melhores modelos foram testados e treinados no 2º hospital. Quando a origem hospitalar foi incluída no modelo, revelou-se uma variável preditiva importante. Na comparação entre hospitais, apenas diferiam no número de admissões, score ASA, cumprimento dos critérios SIRS e prescrição de mesalazina. A análise T-SNE mostrou que as variáveis estudadas não diferiram de forma significativa entre os hospitais.

Resumo Discussão

A previsão de internamento variou entre os dois hospitais, não sendo explicada pelas variáveis clínicas e demográficas avaliadas. Sugere-se que fatores sociais, não estudados, possam justificar esta diferença.

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